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D2D MOTORS

Está nascendo um novo fabricante brasileiro?

novembro 2016

No 29o Salão do Automóvel de São Paulo, em meio ao show feérico de tantos mega fabricantes mundiais e à enorme variedade de modelos de luxo, sofisticação e alto rendimento por eles expostos, uma surpresa: um stand – nem tão pequeno e em local nem tão reservado assim -, mostra cinco automóveis nunca vistos. E, ao contrário do que o nome possa indicar, se trata de uma marca nacional.

Pertencente ao grupo controlador da Arteb, importante indústria brasileira de componentes automotivos, a D2D Motors foi constituída em São Bernardo do Campo (SP) com a finalidade específica de projetar e produzir veículos de lazer “com o que há de mais novo em tecnologia, aliado ao estado da arte em design, com acabamento primoroso e com um valor extremamente competitivo, aliado ao mais importante, o desenvolvimento 100% nacional“.

Dois modelos foram expostos no Salão: o “conversível compacto” Sky e o “utilitário esportivo compacto” Jugo – segundo a caracterização da própria empresa. Com quatro lugares (exíguos os de trás), na prática o Sky é um buggy. Sem portas, tem motor e tração traseiros, porta-malas com capacidade para 120 litros e um original santantônio tubular, voltado para a frente, que também serve como estrutura para a capota de lona que acompanha o carro. O Jugo, com duas portas e cinco lugares, tem motor e tração dianteiros, capacidade para 200 litros de bagagem e teto rígido parcialmente destacável. Os dois têm dimensões idênticas: comprimento total de 3,82 m e entre-eixos de 2,38 m.

Também as características mecânicas são as mesmas para ambos: carroceria de plástico reforçado com fibra de vidro; chassi de desenho próprio com suspensão dianteira McPherson e suspensão traseira semi-independente, com eixo de torção e molas helicoidais; freios a disco ventilados na frente e a tambor atrás; e direção hidráulica. O conjunto motor é Chery, importado da China (há planos de nacionalização a curto prazo), com 1.497 cm3 e 110 cv, acoplado a câmbio manual de cinco marchas. Os demais sistemas (suspensão, freios, direção e periféricos) utilizam componentes vindos de veículos de grande série. Sistemas elétrico, de sinalização e iluminação são, naturalmente, fornecidos pela Arteb.

O desenvolvimento do projeto teve início em 2013, os primeiros protótipos sendo finalizados às vésperas da mostra. É intenção da empresa já em janeiro atingir a produção de 50 unidades mensais do buggy Sky. Em algum momento de 2017 seria lançado o modelo Jugo.

A empresa possui área disponível em Jaguaré (ES), onde planeja construir uma planta com capacidade para 300 carros/mês, com inauguração prevista para 2019. A D2D já sonda o mercado externo, cogitando exportar seus carros, a princípio, para África do Sul e Caribe. Também tem planos de desenvolver um modelo 4×4.

 

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Sky e Jugo no stand da D2D no Salão do Automóvel (fotos: LEXICAR).

 





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FENATRAN 2015

DAF CF: único lançamento importante numa feira esvaziada

novembro 2015

Realizada num momento de contração de vendas, a 20a edição da Fenatran – uma das mais importantes feiras de transportes do Hemisfério Sul – foi ignorada pela quase totalidade da indústria brasileira de caminhões: apenas Volvo e DAF montaram stands próprios, somente a última promovendo o lançamento de novo modelo.

 

DAF

Um dos principais fabricantes de caminhões da Europa, em 2013 a holandesa DAF instalou-se no Brasil como fabricante. Para sediar a nova fábrica foi escolhida a cidade de Ponta Grossa, no Paraná. No final daquele mesmo ano, na 19a Fenatran, apresentou o primeiro modelo nacionalizado da marca – o pesado FX105 FTS, um 6×2 na configuração cavalo-mecânico para longas distâncias – logo seguido da versão 6×4 (FTT). Equipado com motor DAF de seis cilindros, 12,9 l e 410 ou 460 cv, câmbio manual ou automatizado de 16 marchas à frente e duas a ré e freios pneumáticos a tambor com ABS, alcançava PBTC de 53,0 t.

O reduzido conteúdo nacional do caminhão, contudo, restringiu a demanda a níveis insignificantes (menos de 450 unidades foram vendidas em 2014). Em 2015, quando por fim conseguiu alcançar o índice mínimo de nacionalização de 60%, exigido para viabilizar o financiamento dos equipamentos, a empresa decidiu ampliar a gama de modelos, escolhendo a 20a Fenatran como palco para o lançamento de seu novo produto.

Assim, ainda pouco conhecida, a DAF tornou-se a grande estrela da esvaziada feira, apresentando a única novidade relevante da mostra – o pesado CF85 para curtas e médias distâncias. Disponível em versões 4×2 (FT) e 6×2 (FTS), respectivamente com 53,0 e 56,9 t de PBTC, veio equipado com o mesmo câmbio automatizado e motor do XF105 (12,9 l, porém com 360 ou 410 cv) e duas opções de cabine (Comfort e Space Cab).

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Stand da DAF na Fenatran, com o novo CF85 e o “veterano” FX105 (foto: LEXICAR).

 

VOLVO

Embora não tenha agregado qualquer novo modelo à sua já diversificada gama, a Volvo levou para a Fenatran um útil e engenhoso suspensor de terceiro eixo, como opção para caminhões com tração 6×4 tandem. O mercado oferece enorme variedade de suspensores para terceiro eixo não tracionado. Eixos tandem, contudo, exigem soluções técnicas complexas, envolvendo a alteração de características mecânicas do veículo e impedindo sua instalação por implementadores independentes.

Segundo o sistema proposto pela Volvo, na ausência de carga não só o eixo é suspenso como a tração pode ser desligada, reduzindo o desgaste dos pneus traseiros, o raio de giro (em 15%) e o consumo (em até 4%). Ao receber carga, o carregamento do caminhão é automaticamente identificado e o eixo baixado. O sistema ainda oferece a opção do veículo rodar como 6×2, com o eixo baixado e a tração desligada.





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