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CAPTUR, CRETA, NEW TUCSON, WR-V

De uma só vez, quatro novos SUVs nacionais

novembro 2016

O Salão do Automóvel de 2016 nos reservou algumas surpresas. Talvez a maior delas tenha sido o aparecimento de tantos novos utilitários esportivos nacionais, especialmente se levarmos em conta a crise que o país vem atravessando.

Por muito tempo, antes da categoria virar moda, o Ford EcoSport reinou sozinho em nosso mercado – à parte dos modelos importados, mais caros, que começavam a invadir o país. Em 2011 chegou o Renault Duster nacional, dois anos depois o Mitsubishi ASX e, em abril de 2015, o Peugeot 2008 e o Jeep Renegade – este um 4×4 “de verdade”. Mas nesse momento a febre do SUV já havia tomado conta do consumidor brasileiro.

Daí em diante a oferta de modelos fabricados ou montados no Brasil só fez crescer, incluindo desde aqueles de elite (BMW X1, X3 e X4, Mercedes-Benz GLA, Land Rover Discovery Sport e Evoque) até modelos mais acessíveis, como o Nissan Kicks, ainda importado do México, porém com nacionalização prevista para breve.

O Salão veio engrossar a lista (que desde setembro também conta com o Jeep Compass), trazendo de uma só vez quatro novos utilitários esportivos aqui fabricados, todos eles com início de comercialização previsto para o início do próximo ano.

 

HONDA

Veio da Honda uma das grandes surpresas do Salão: o lançamento mundial do SUV WR-V, projetado no Brasil a partir do Fit, do qual utilizará a plataforma e a base mecânica (motor 1.5 flex de 115/116 cv, câmbio automático CVT, direção elétrica, suspensão dianteira McPherson e traseira por barra de torção, freios a disco na frente e a tambor atrás).

Não haverá opção de tração integral; assim, a rigor, o novo carro poderia ser melhor caracterizado como um “SUV urbano” ou um Fit “aventureiro”, um automóvel com carroceria elevada e os acessórios externos típicos dessa categoria best-seller, em vez de um utilitário esportivo stricto sensu.

A Honda não chegou a divulgar, durante o Salão, a totalidade das características técnicas do carro, seu desempenho ou as versões a serem comercializadas.

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Honda WR-V (fotos: LEXICAR)

 

HYUNDAI

A Hyundai surpreendeu não com um, mas com dois novos SUVs: o compacto Creta, fabricado na filial brasileira de Piracicaba (SP), e o médio New Tucson, montado pela Hyundai-CAOA em Anápolis (GO).

Inédito, o Creta foi desenvolvido a partir da plataforma do sedã Elantra. Com 4,27 m de comprimento e 2,59 de distância entre eixos, virá com duas opções de motorização (as mesmas do HB20, com 16 válvulas, porém agora de abertura variável): 1.6 flex de 130/123 cv, aliado a câmbio manual de seis marchas, e 2.0 flex com duplo comando de válvulas e 166/156 cv, com caixa automática de seis marchas. Não haverá, a princípio, opção de tração nas quatro rodas.

O modelo já se encontra em linha de produção, porém a empresa ainda não anunciou as versões que serão disponibilizadas a partir de 2017. Os carros expostos no Salão possuíam arremates de plástico escuro ao longo das saias, na dianteira, traseira e arcos das rodas, rodas de liga de 17″, barras no teto, faróis de leds, pisca-pisca nos retrovisores, antena tipo “barbatana de tubarão”, bancos, painéis das portas e volante revestidos de couro, seis air-bags, controle de estabilidade e tração e assistente de partida em rampa.

Segundo a Hyundai, todas as versões virão com direção com assistência elétrica, sistema de partida do motor stop & go, monitoramento de pressão dos pneus, travas das portas e retrovisores elétricos, travamento automático das portas a 20 km/h, volante com ajuste de altura e profundidade, banco traseiro rebatível bipartido na proporção 60:40, limpador e desembaçador do vidro traseiro e sistema Isofix para cadeira de bebê.

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Hyundai Creta (fotos: divulgação e LEXICAR)

O New Tucson – terceira geração do utilitário esportivo coreano (as anteriores Tucson e iX35, ambas montadas na fábrica goiana, permanecerão em produção) – tem 4,47 m de comprimento e 2,67 m de entre-eixos. Vem com novo motor importado a gasolina (quatro cilindros, 16 válvulas, turbo com injeção direta, 1.591 cm3 e 177 cv), caixa automática de sete marchas e dupla embreagem, suspensão dianteira McPherson, suspensão traseira multibraço, freios a disco nas quatro rodas e direção com assistência elétrica. O porta-malas tem capacidade de 513 litros.

O novo carro chega em duas versões: GL e GLS (para comemorar o lançamento será produzida a série especial Top, com apenas 30 unidades). Dependendo da versão, o New Tucson recebe faróis e lanternas traseiras de leds, pisca-pisca de leds nos retrovisores, rodas de liga de 18″, teto solar panorâmico, bancos com resfriamento, aquecimento e ajuste lombar, assistente de estacionamento e detector de ponto cego. Externamente, a versão GLS traz grade dianteira cromada.

Todas as versões têm, de série, botão para partida do motor, direção com regulagem de altura e profundidade, ar condicionado de duas zonas, central multimídia com tela de 7″, bancos de couro, air-bags laterais e de cortina, sistema Isofix para cadeira de bebê, sensor de acendimento dos faróis, controle de estabilidade, assistente de partida em rampa e rack no teto.

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Hyundai New Tucson (fotos: LEXICAR e divulgação) 

 

RENAULT

Um dos três utilitários esportivos mostrados pela Renault neste Salão, o médio Captur foi desenvolvido na Brasil a partir de um projeto francês. Tomando como base a plataforma do Duster, com ele compartilhará elementos mecânicos e estruturais. Seguindo a tendência lançada pelo pequeno SUV Nissan Kicks, também o Captur chegou com opção de pintura bicolor – corpo e capota com cores diferentes.

Com 4,33 m de comprimento, o carro tem tração dianteira e três opções de combinação mecânica: o recém-lançado motor 1.6 SCe de 120/118 cv com câmbio manual ou automático CVT e o 2.0 de 148 cv com câmbio automático de quatro marchas. Serão quatro as versões de acabamento, três com motor 1.6 e uma com 2.0. Todas trarão chave tipo cartão, quatro airbags, retrovisores com rebatimento elétrico, controle eletrônico de estabilidade e tração e assistente de partida em rampas.

A produção já foi iniciada no Paraná. Embora as vendas através da rede autorizada só venham a acontecer a partir de fevereiro de 2017, no Salão foi iniciada a campanha de pré-vendas da versão top Intense, 2.0 automática com pintura em duas cores e bancos de couro. A seguir virão as demais três, com motor 1.6 e câmbio manual ou CVT.

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Renault Captur, logo após sua apresentação oficial no Salão do Automóvel (fotos: LEXICAR)





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D2D MOTORS

Está nascendo um novo fabricante brasileiro?


No 29o Salão do Automóvel de São Paulo, em meio ao show feérico de tantos mega fabricantes mundiais e à enorme variedade de modelos de luxo, sofisticação e alto rendimento por eles expostos, uma surpresa: um stand – nem tão pequeno e em local nem tão reservado assim -, mostra cinco automóveis nunca vistos. E, ao contrário do que o nome possa indicar, se trata de uma marca nacional.

Pertencente ao grupo controlador da Arteb, importante indústria brasileira de componentes automotivos, a D2D Motors foi constituída em São Bernardo do Campo (SP) com a finalidade específica de projetar e produzir veículos de lazer “com o que há de mais novo em tecnologia, aliado ao estado da arte em design, com acabamento primoroso e com um valor extremamente competitivo, aliado ao mais importante, o desenvolvimento 100% nacional“.

Dois modelos foram expostos no Salão: o “conversível compacto” Sky e o “utilitário esportivo compacto” Jugo – segundo a caracterização da própria empresa. Com quatro lugares (exíguos os de trás), na prática o Sky é um buggy. Sem portas, tem motor e tração traseiros, porta-malas com capacidade para 120 litros e um original santantônio tubular, voltado para a frente, que também serve como estrutura para a capota de lona que acompanha o carro. O Jugo, com duas portas e cinco lugares, tem motor e tração dianteiros, capacidade para 200 litros de bagagem e teto rígido parcialmente destacável. Os dois têm dimensões idênticas: comprimento total de 3,82 m e entre-eixos de 2,38 m.

Também as características mecânicas são as mesmas para ambos: carroceria de plástico reforçado com fibra de vidro; chassi de desenho próprio com suspensão dianteira McPherson e suspensão traseira semi-independente, com eixo de torção e molas helicoidais; freios a disco ventilados na frente e a tambor atrás; e direção hidráulica. O conjunto motor é Chery, importado da China (há planos de nacionalização a curto prazo), com 1.497 cm3 e 110 cv, acoplado a câmbio manual de cinco marchas. Os demais sistemas (suspensão, freios, direção e periféricos) utilizam componentes vindos de veículos de grande série. Sistemas elétrico, de sinalização e iluminação são, naturalmente, fornecidos pela Arteb.

O desenvolvimento do projeto teve início em 2013, os primeiros protótipos sendo finalizados às vésperas da mostra. É intenção da empresa já em janeiro atingir a produção de 50 unidades mensais do buggy Sky. Em algum momento de 2017 seria lançado o modelo Jugo.

A empresa possui área disponível em Jaguaré (ES), onde planeja construir uma planta com capacidade para 300 carros/mês, com inauguração prevista para 2019. A D2D já sonda o mercado externo, cogitando exportar seus carros, a princípio, para África do Sul e Caribe. Também tem planos de desenvolver um modelo 4×4.

 

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Sky e Jugo no stand da D2D no Salão do Automóvel (fotos: LEXICAR).

 





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