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CHERY | galeria

Primeiro fabricante chinês de automóveis a se instalar no Mercosul, em associação com um grupo argentino e linha de montagem no Uruguai. Em 2007 a empresa abriu contato com potenciais candidatos à distribuição de seus veículos no Brasil; durante as negociações, representantes da Chery não se furtaram a sugerir interesse em ter linha de produção também no país assim que a fábrica uruguaia atingisse seu limite, intenção confirmada dois anos depois, quando do início da importação do seu primeiro modelo, o SUV Tiggo. Os governos dos estados do Rio de Janeiro e de Pernambuco imediatamente se ofereceram para sediar a nova indústria, mas a Chery acabou optando por Jacareí (SP), decisão comunicada à imprensa em setembro de 2010. Com inauguração prevista para o final de 2013, a planta teria capacidade para 170 mil veículos/ano e meta de produção inicial de 50 mil unidades anuais para o mercado interno e exportação. Ao longo do período de construção da fábrica, os modelos inicialmente previstos para nacionalização (S18, Face ou Fulwin 2) foram substituídos pelo Celer e pelo pequeno QQ.

A nova planta foi oficialmente inaugurada em agosto de 2014, com 300 empregados, boa parte deles oriundos da unidade GM de São José dos Campos, que teve a linha de montagem  desmobilizada no final do ano anterior. Operando em regime de testes, deveria ter a produção em série efetivamente iniciada no início de 2015, com a lançamento do automóvel Celer, nas versões hatch e sedã e índice de nacionalização de cerca de 50% (em dois anos subindo para 70%). A empresa tinha como meta conquistar 3% do mercado nacional, até 2018, quando a capacidade máxima de produção (já redimensionada para 150 mil unidades/ano) seria atingida.

O primeiro Chery construído no país, ainda montado manualmente e com a maioria dos componentes importados, foi exibido no grande stand que a empresa preparou para o 28o Salão do Automóvel. Pintado de verde, amarelo e azul, numerado 0000001, se tratava de um Celer hatch, com motor de quatro cilindros, 1.496 cm3, 16 válvulas e 108/113 cv, câmbio manual de cinco marchas e tração dianteira.

A produção em série foi finalmente iniciada em abril de 2015, ainda com somente 35% de componentes nacionais. Produção iniciada e logo interrompida por uma greve geral que durou um mês, causada por defasagem salarial (o teto aplicado pela empresa era até 67% inferior ao da região), pela negativa em firmar o acordo coletivo e por desrespeito à legislação brasileira em questões como segurança do trabalho, saúde, duração da jornada e terceirização. (A greve foi suspensa em maio, ainda com itens em discussão, porém com 55% de elevação dos salários.)

Os dois modelos previstos – hatch e sedã – foram lançados simultâneamente. Trazendo quatro portas e a mesma mecânica, foram comercializados em duas versões: básica (tendo apenas um rádio como acessório de série) e Act, este com rodas de liga, faróis de neblina, ar condicionado, alarme e “trio elétrico”. Os porta-malas tinham bom volume, respectivamente 380 e 450 litros.

O PRIMEIRO CELER (hatch e sedã): SUA FICHA TÉCNICA: carroceria monobloco, quatro portas, quatro lugares, bagageiro com 380 e 450 litros, 4,18 e 4,33 m de comprimento; motor transversal dianteiro refrigerado a água, com quatro cilindros em linha, 16 válvulas, 1.496 cm3, 108/113 cv; tração dianteira com caixa manual de cinco marchas; direção hidráulica; suspensão independente nas quatro rodas (McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira); freios a disco na frente e a tambor atrás.

Programado para setembro de 2015, o terceiro Chery nacional – o mini-hatch QQ, até então importado do Uruguai – só foi lançado em abril do ano seguinte. Trouxe painel digital, airbags para motorista e passageiro da frente, cintos de três pontos para quatro e ABS. Foram apresentadas duas versões: Look e Act. De série, ambas tinham ar condicionado, rádio, computador de bordo, vidros elétricos nas janelas dianteiras, bancos traseiros rebatíveis e para-brisa traseiro com limpador e desembaçador. Espelhos elétricos, janelas traseiras elétricas, sensor de ré, trava por controle à distância e rodas de liga só estavam disponíveis para a versão mais cara Act.

O PRIMEIRO QQ: SUA FICHA TÉCNICA: carroceria monobloco, quatro portas, cinco lugares, bagageiro com 160 l, 3,56 m de comprimento; motor transversal dianteiro refrigerado a água, três cilindros em linha, 12 válvulas, 998 cm3, 69 cv; tração dianteira com caixa manual de cinco marchas; direção hidráulica; suspensão McPherson na dianteira e por eixo rígido com molas helicoidais na traseira; freios a disco na frente e a tambor atrás.

<cherybrasil.com.br>

 

O que houve a partir de 2016





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