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ALCAR | galeria

Projeto de carro urbano de alta qualidade técnica e de design, apresentado pelos irmãos Carlos Antônio e José Cláudio Hansen, de São Caetano do Sul (SP), em novembro de 1981, como trabalho final de graduação na 4ª turma da Faculdade de Desenho Industrial de Mauá. Cláudio, o mais velho, já trabalhava havia alguns anos na GM, como modelador (lá participou da equipe que construiu a carenagem do monoposto Fórmula 1 dos irmãos Fittipaldi), experiência que lhe forneceu parte dos dotes para realizar um protótipo de qualidade. As linhas do carro eram limpas, bonitas e funcionais, no melhor estilo racionalista do desenho industrial europeu. Dentre os detalhes de maior originalidade estavam a pintura em duas cores, a grande área envidraçada lateral, acentuada pelas colunas central e traseira pintadas de preto, o desenho ao mesmo tempo racional e decorativo das aberturas de ventilação do motor e a localização do conjunto de lanternas traseiras, posicionado nas colunas (solução estética que só viria a se tornar comum muitos anos depois); também foram previstos pára-choques retráteis. A boa ergonomia garantia acessibilidade e espaço interno excelentes para um carro com apenas 2,40 m de comprimento. Embora o único protótipo (feito em fibra, sobre chassi tubular de minibugue) não tivesse chegado a receber nenhum elemento mecânico, o projeto previa a utilização de motor de 400 cc (da motocicleta Honda CB 400) montado na traseira; caso viesse a ser industrializado, sua carroceria seria fabricada pelo processo sheet molding compound, com peças estampadas a partir de chapas laminadas de plástico reforçado com fibra de vidro já colorizadas. O projeto não teve continuidade por falta de recursos financeiros para motorizar o protótipo. Seus projetistas fizeram carreira no Departamento de Estilo da GM e mantiveram o protótipo até o ano 2000, quando dele se desfizeram.

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O avançado protótipo Alcar, de 1981.

 





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