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BAJA BUG | galeria

Átila Rache foi um dos pioneiros na introdução dos baja bugs no Brasil. Em 1980, com apenas 18 anos, construiu com o pai seu primeiro baja; a partir dele, preparou os moldes para as peças de plástico reforçado com fibra de vidro que comporiam o kit para a transformação dos Volkswagen nos novos veículos. Os kits (para-lamas e capôs de fibra, para-choques e reforços tubulares, faróis de milha e bateria suplementar) logo começaram a ser comercializados com sucesso e em poucos meses já haviam sido produzidas duas dezenas de conjuntos. Em 1983, após comprar da norte-americana Bug Banker os direitos de fabricação no Brasil do baja Califórnia, Átila formalizou a sua empresa, com a razão social Baja Bug Brasil Veículos Ltda. e sede no Rio de Janeiro (RJ). Pouco depois o modelo Califórnia recebeu o conjunto capô/para-lamas feito em peça única, dando origem ao modelo AMR. Com o tempo também aumentou a lista de itens opcionais, que passou a incluir painel de instrumentos e forro das portas em alumínio, filtros de ar externos e descargas especiais.

Em 1987 já haviam sido fabricados quase mil conjuntos, inclusive para exportação. A produção atingira 20 kits/mês, mas a importação de utilitários, iniciada no início da década seguinte, levou à suspensão da fabricação em série. Nessa altura a Baja Bug, que já fabricava gaiolas para autocross, também lançou um furgão com capacidade de 700 kg, construído sobre o baja Califórnia. O compartimento de carga era moldado em fibra de vidro, com estrutura de tubos metálicos e revestimento interno em alumínio; havia dois compartimentos adicionais para pequenos volumes, um sob o estrado da caçamba e outro entre a carenagem do teto e a parede superior da cabine; duas portas localizadas na traseira davam acesso ao espaço para cargas.

Em 1990 Átila fabricou para seu uso pessoal uma réplica do Porsche 911, com base num modelo de 1969, atualizando alguns detalhes estéticos e de acabamento. O interesse despertado levou-o a produzi-lo sob encomenda, e desde então vem sendo construída, em média, uma unidade por ano. Os carros são usualmente montados sobre plataformas da Variant II, com diversas alterações mecânicas: motor 2.0 do Santana, suspensão dianteira do Fusca, caixa do Gol refrigerado a ar e freios a disco nas quatro rodas. O carro pode ser fabricado com componentes exclusivamente nacionais (à exceção dos faróis e lanternas), mas como é o comprador quem decide o nível de sofisticação e autenticidade desejado, normalmente a quantidade de elementos importados se eleva.

Quanto aos baja, após a interrupção da produção seriada os moldes para os componentes de plástico reforçado da carroceria foram preservados pelo criador do carro, que ainda hoje episodicamente fornece algumas unidades sob encomenda – cerca de quatro por ano. O veículo original é então submetido a completa revisão estrutural e mecânica, a plataforma ganha reforço na dianteira, a traseira é elevada e recebe três amortecedores por roda. A depender do comprador, o acabamento interno pode ser espartano e utilitário ou luxuoso e esportivo, podendo incluir bancos especiais e até ar condicionado.





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