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BALANÇO DE 2015

Um ano profícuo, apesar da crise

dezembro 2015

Ao longo do ano que termina, dominado por uma crise política dia a dia agravada pelo alarmismo da mídia, anunciando um “fundo do poço que ainda não chegou, mas logo virá”, nossa indústria automobilística uma vez mais provou a sua vitalidade.

Ainda que 2015 se encerre com produção inferior a 2014, o ano assistiu a várias – e importantes – novidades, todas mostradas por LEXICAR ao longo dos doze últimos meses. Além das usuais atualizações de modelos e da criação de novas versões, diversos lançamentos inéditos chegaram para enriquecer e dinamizar o mercado.

Utilizando uma classificação menos ortodoxa, agruparemos as novidades em quatro principais categorias: SUVs, Grupo Volkswagen, Renault e Agroindústria.

 

SUVs

Atual “queridinho” do mercado, em apenas dois meses o chamado Utilitário Esportivo ganhou três representantes de peso fabricados no Brasil.

Primeiro a ser lançado, em meados de março, o Honda HR-V rapidamente conquistou a liderança da categoria. Lançamento mundial, é um SUV compacto construído a partir da plataforma dos modelos Fit e City. Bem equipado e com excelente acabamento nas três versões disponíveis, o modelo não dispõe de opção 4×4.

Proposta semelhante – um SUV para asfalto – o compacto Peugeot 2008 surgiu em abril. Projetado sobre a plataforma do hatch 208, se assume um automóvel “de cidade”, também ele não dispondo de tração 4×4, sequer como opcional. Mais curto utilitário esportivo nacional, muito bem acabado, confortável e bem equipado, foi disponibilizado em três versões – nenhuma delas “básica”.

Ainda em abril, porém de concepção completamente diversa, veio o Jeep Renegade. Único SUV compacto nacional então apto a operar fora de estrada, o Renegade sai da nova fábrica Fiat, recém inaugurada em Goiana, Pernambuco. Projetado a partir da plataforma do pequeno Fiat 500L italiano, foi apresentado em grande variedade de cores e configurações mecânicas. Também o único da categoria com opção de motorização diesel, foi disponibilizado em três versões, diferenciando-se não apenas pelos pacotes tecnológicos e acabamentos mas também pela mecânica.

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Peugeot 2008.

 

Grupo Volkswagen

Buscando assegurar sua posição entre os líderes do setor, a Volkswagen brasileira promoveu três lançamentos marcantes em 2015.

No início de julho anunciou a comercialização do sedã Jetta nacional, simbolizando o retorno da marca, com um carro de fabricação local, ao disputado segmento de sedãs médios, abandonado com a retirada de linha do Santana, nove anos antes. Equipado com motor flex de dois litros e 120/116 cv, câmbio automático de seis marchas, suspensão totalmente independente e freios a disco nas quatro rodas, será inicialmente fabricado somente na versão intermediária Comfortline, as demais continuando a vir importadas do México.

Poucas semanas mais tarde a Volkswagen colocou no mercado um motor com injeção direta turboalimentado para a linha up! (este foi o primeiro carro flex de pequeno porte a contar com turbocompressor). Desenvolvido a partir do MPI (o motor aspirado de três cilindros e 999 cm3 presente no up! e Fox), que teve todos os órgãos internos redimensionados ou substituídos por outros mais resistentes, o TSI não caracteriza um novo modelo: é apenas uma nova opção de motor, que pode equipar todas as versões da linha up!, exceto a de entrada.

O objetivo do lançamento não foi incrementar o desempenho do moderno carrinho, mas economizar combustível e reduzir emissões. Ainda assim, quando comparado com a versão aspirada (à parte os excelentes resultados obtidos em aceleração, tempo de retomada e velocidade final), o up! TSI ganha 30% em potência e incríveis 61,5% em torque.

Segundo testes oficiais, o up! TSI é hoje o automóvel mais econômico – ou energeticamente mais eficiente – do país. Neste mês o conjunto foi nomeado Lançamento do Ano pela revista Carro, escolha realizada por júri composto por 12 jornalistas especializados.

A terceira grande novidade brasileira do Grupo Volkswagen traz a marca Audi. Fabricado a partir de outubro na planta do Paraná, o Audi A3 Sedan 1.4 mostra algumas mudanças com relação ao A3 importado: motor 1.4 turbo flex de 16 válvulas (o primeiro bicombustível da marca no mundo), produzindo 150 cv de potência e 25,5 kgf.m de torque (versus os 122 cv e 20,4 kgf.m da unidade alemã a gasolina), caixa automática convencional de seis marchas, suspensão traseira por eixo de torção (em lugar da suspensão totalmente independente e do câmbio automatizado com sete marchas e dupla embreagem da versão anterior) e freios a disco nas quatro rodas (ventilados na frente) com ABS. Apresentando acabamento perfeito, o carro vem bem equipado em suas duas versões – Attraction e Ambiente.

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Volkswagen Jetta.

 

Renault

De história recente no país, e já detendo o destacado quinto posto entre os maiores fabricantes nacionais, a Renault veio ganhando posições graças a sua ágil e ousada política de lançamentos. Já no início do ano, anunciados pela concorrência os novos HR-V, 2008 e Renegade, a empresa procedia a uma caprichada reestilização de seu Duster, com ela passando a privilegiar a divulgação da versão 4×4. Em junho, no Salão Internacional do Automóvel de Buenos Aires, mostrou seus dois futuros lançamentos – ambos fabricados no Brasil – o esportivo R.S. e a picape Oroch.

Primeiro automóvel da divisão RenaultSport desenvolvido fora da Europa, o Renault Sandero R.S. chegou com motor 2.0 flex de 150 sv e câmbio de seis marchas (que recebeu comando a cabo), ambos trazidos do Duster e devidamente reconfigurados. À caixa  foram agregados três modos de condução: Standard, Sport e Sport+. A suspensão foi enrijecida e rebaixada em uma polegada; além disso o carro ganhou freios a disco nas quatro rodas, direção eletro-hidráulica, assistente de partida em rampas e controles eletrônicos de estabilidade e tração. O pacote de intervenções transformou um comportado carro de família em um verdadeiro esportivo.

Maior impacto teve o segundo lançamento da marca: a picape cabine-dupla de quatro portas Renault Oroch. Projeto inédito, é a primeira de porte médio disponível no mercado e a única, até o momento, a ocupar o espaço existente entre as picapes leves, derivadas de automóveis pequenos, e as pesadas, montadas sobre chassis tipo escada. À semelhança das picapes leves, também a Oroch é derivada de um automóvel; ao contrário delas, porém, é descendente direta de um SUV – o Duster  – veículo resistente, próprio para aplicações mais duras e condições desfavoráveis de solo. Do Duster a Oroch herdou a estrutura monobloco, mais leve e flexível, indisponível nas picapes pesadas.

Projetada a partir da plataforma do Duster, com o qual compartilha 70% dos componentes mecânicos e da carroceria, a picape é contudo 36 cm mais longa e possui 15 cm a mais na distância entre-eixos. Possui duas opções de conjunto motor, ambas flex: 1.6 de 110/115 cv com câmbio manual de cinco marchas e 2.0 de 143/148 cv com câmbio manual de seis marchas. O carro, inicialmente fornecido apenas com tração dianteira, traz suspensão totalmente independente e freios a disco nas quatro rodas (ventilados na frente) com ABS. Duas versões são oferecidas: Expression (1.6) e Dynamique (1.6 e 2.0). Especialmente para a Oroch, a Renault projetou alguns acessórios úteis e funcionais, inclusive um extensor de caçamba, ampliando em quase 50% o volume total disponível e elevando o comprimento da diagonal de 1,35 para 2,00 m.

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Renault Sandero R.S..

 

Agroindústria

Nos setores de veículos comerciais e equipamentos especiais, a maioria dos grandes lançamentos ocorreu no segmento de máquinas agrícolas, puxados pela preeminência da agroindústria sobre as demais áreas da economia. Representativo da importância do setor para o país foi o desempenho da feira Agrishow, em abril, que encerrou os cinco dias do evento com mais de R$ 1,9 bilhão de reais de negócios em carteira.

Quase quatro centenas de expositores estiveram presentes, desde fornecedores de balanças para gado até os maiores fabricantes de máquinas do país – tratores, colheitadeiras, pulverizadores – além de uma infinidade de fornecedores de implementos especializados. Foram muitas as novidades mostradas: seis tratores agrícolas, um pulverizador, uma colhedora de café, três de cana-de-açúcar e seis colheitadeiras de grãos, além de grande número de implementos embarcados. A seguir, os principais lançamentos do ano.

Tratores (todos com tração 4×4): Budny BDY 6540 (2,6 t, 65 cv), Case Puma 230 (13,0 t, 234 cv. Com 13,0 t), Stara ST MAX 150 e ST MAX 180 (7,1 t, 150 e 180 cv) e Valtra BM110 e BM125i (6,5 e 7,4 t, 125 e 132 cv).

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Trator Stara ST MAX 180.

Pulverizadores: a John Deere passou a oferecer barras de fibra de carbono de 36,0 m, como opção, para o pulverizador 4730 (245 cv, transmissão hidrostática 4×4, suspensão pneumática).

Colhedoras de café: a Jacto apresentou uma máquina inovadora – o modelo K 3500, conversível para operações de pulverização e poda, viabliizando a utilização do equipamento durante todo o ano, mesmo fora do período de colheita. Acionada por motor de 130 cv com transmissão hidrostática nas quatro rodas, a máquina possui sofisticado conteúdo tecnológico embarcado e dois reservatórios de 1.500 l para o café colhido.

Colhedoras de cana-de-açúcar: dois novos modelos sobre esteiras John Deere (CH570 e CH670, para uma e duas linhas de plantação, com transmissão hidrostática e motor de 342 e 380 cv) e a primeira colhedora de cana Valtra, o modelo BE 1035e, com 350 cv.

Colheitadeiras de grãos: quatro fabricantes apresentaram seis novas máquinas: John Deere S690 (motor de 550 cv, tanque graneleiro de 14.100 l), três axiais Massey Série Super 7 (9695, 9795 e 9895, respectivamente com 350, 410 e 470 cv e tanque graneleiro de 10.570 – a primeira – e 12.334 l), máquina de duplo rotor New Holland CR8090 (motor 489 cv e tanque de grãos de 14.500 l) e Valtra BC6800 (350 cv e tanque de grãos de 10.570 l).

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Colhedora de café Jacto K 3500.

 

Outras novidades

Em abril, coincidindo com o 10o aniversário do jipe Marruá, a Agrale apresentou a nova geração da sua linha de utilitários, com grandes alterações na carroceria (a primeira versão lançada foi a cabine-dupla AM200 CD). O carro trouxe grade, para-choques, capô e guarnição dos para-lamas novos (incluindo degrau de acesso nos traseiros), quebra-matos tubular, caçamba de novo desenho, portas e para-brisa dianteiros maiores e interior totalmente reformulado. A capacidade de transpor terrenos alagados (sem snorkel) foi ampliada de 60 para 80 cm. A mecânica permaneceu a mesma (motor de 150 cv e câmbio manual de cinco marchas).

A Hyundai promoveu a primeira atualização de sua linha HB20, envolvendo mudanças estéticas, mecânicas e de acabamento. Externamente, além de novos para-choques e dos retoque nas lentes das lanternas traseiras, o carro ganhou nova grade e, para a versão top Premium, luzes de posição com leds na dianteira. As caixas de câmbio manuais e automáticas acopladas ao motor 1.6 foram substituídas por modelos mais modernos, de seis marchas. Os motores 1.6 e 1.0 tiveram diversos componentes internos redesenhados, de modo a reduzir o atrito e torná-los energeticamente mais eficientes; o pequeno tanque para partida a frio foi eliminado no 1.6 flex. As mudenças foram sucessivamente implementadas nos modelos hatch, HB20X e, em dezembro (ver notícia seguinte), no sedã.

Também o utilitário iX35 passou por suas primeiras mudanças estéticas, concentradas no exterior: grade, para-choques, arremates laterais, lanternas com leds es rodas. A mecânica permaneceu inalterada. Três versões foram disponibilizadas (era apenas uma): “de entrada”, “intermediária” (correspondente à anterior única) e “topo de linha”, diferenciando-se entre si apenas pelos equipamentos e acabamentos internos oferecidos.

Em 2014 a BMW inaugurou sua fábrica brasileira, em Santa Catarina, dando início à montagem de seus primeiros automóveis no país, a partir de componentes importados. Ao primeiro modelo (328i) se seguiram, em 2015, o 120i,  o SUV X3 e, em dezembro (ver notícia seguinte), o Mini Countryman.

O segmento de caminhões, o mais afetado pela crise, mostrou somente uma novidade – o pesado DAF CF85 para curtas e médias distâncias. Disponível em versões 4×2 e 6×2, respectivamente com 53,0 e 56,9 t de PBTC, veio equipado com o mesmo câmbio automatizado e motor do modelo mais pesado da marca (12,9 l, porém com 360 ou 410 cv) e duas opções de cabine.

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Picape cabine-dupla Agrale Marruá de segunda geração.





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FIM DE ANO COM MUITAS NOVIDADES

Lançamentos e atualizações

dezembro 2015

Completando seus diversos lançamentos nacionais de 2015, já relatados por LEXICAR e resumidos na notícia anterior, a indústria automobilística reservou cinco novidades para o último mês do ano.

 

Audi A3 Sedan 2.0

Em outubro foi lançado um novo Audi brasileiro – a versão 1.4 Sedan, equipada com motor de 150 cv, caixa automática de seis marchas e suspensão traseira simplificada, com eixo de torção. Agora saiu a versão mais potente e tecnicamente aprimorada, com motor de 1.984 cm3 (220 cv, turbo a gasolina – o mesmo utilizado no VW Golf GTI), câmbio automatizado de seis marchas com dupla embreagem (ambos importados da Alemanha) e suspensão totalmente independente, trazendo de volta o sistema traseiro multilink, abandonado pelo modelo anterior.

Disponibilizado em versão única (Ambition), pouco se diferencia externamente do 1.4: novas rodas de liga, escapamento com duas saídas, faróis de neblina e teto solar elétrico. Traz de série, ainda, ar condicionado digital de duas zonas, revestimento de couro, bancos dianteiros com regulagem elétrica, seletor com cinco modos de condução, possibilidade de comando do câmbio no volante e sistemas de monitoramento de mudança de faixa de rolamento e da distância para obstáculos à frente.

 

Chevrolet Cobalt

A Chevrolet redesenhou a dianteira e traseira do deselegante sedã Cobalt, dotando o carro de novos faróis, para-choques, grade e lanternas, melhorando bastante o simplório e pesado estilo original (as fotos abaixo comparam as versões 2014 e 2016). Nova versão top (Elite) foi introduzida, trazendo câmara de ré, sensores de chuva e claridade, rodas exclusivas e forração interna com couro marrom. O modelo básico LT passa a estar disponível apenas com motor 1.4. Todas as versões passam a contar com vidros elétricos de série.

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Citroën Aircross

O simpático C3 Aircross passa por sua primeira reestilização, ganhando novos para-choques, faróis, grade e lanternas de posição, as dianteiras com leds (o novo desenho dos para-choques permitiu aumentar os ângulos de entrada e saída). A mecânica permanece a mesma, a menos das novas relações no câmbio e do diferencial alongado em 5%, resultando em menor consumo de combustível.

O modelo passa a contar com quatro versões: Start (básica, dispondo apenas de ar condicionado, direção hidráulica e “trio elétrico”), Live, Feel e Shine (superior, recebendo nova central multimídia com tela de 7″, câmera de ré e navegador). Com a reformatação da gama, a empresa decidiu eliminar nas versões básicas Start e Live o já vulgar estepe montado na traseira.

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Hyundai HB20S

Concluindo a primeira atualização estética da linha HB20, a Hyundai “moderniza” seu sedã HB20S, acompanhando as alterações visuais, mecânicas e de acabamento dois meses antes introduzidas nos modelos hatch e “aventureiro”. No sedã, as mudanças de estilo se concentraram na frente, na parte traseira se resumindo a sutis retoques nas lanternas e no para-choque.

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Mini Countryman

Iniciada a montagem no Brasil de automóveis britânicos da marca Mini. Construído na fábrica catarinense da BMW com componentes mecânicos e de carroceria totalmente importados, o primeiro modelo “nacionalizado” – Mini Coutryman – veio equipado com motor 1.6 turbo a gasolina com 184 cv e câmbio seqüencial de seis marchas. Está sendo disponibilizado em duas versões: Cooper S e ALL4.

 

Mitsubishi ASX Outdoor

Disposta a ter um produto à altura dos novos e modernos SUVs nacionais chegados ao mercado ao longo do ano, a Mitsubishi preparou esta bem equipada versão do seu ASX. Denominada Outdoor, vem com tração 4×4, câmbio manual de cinco marchas, detalhes da carroceria na cor grafite (rodas, grade, arcos dos para-lamas, rack, aerofólio, carenagem dos espelhos, maçanetas), para-choque traseiro com ganchos e luz de neblina, controle eletrônico de tração e estabilidade e assistente de parada em rampas. Os demais órgãos mecânicos (motor 2.0 de 160 cv, suspensão totalmente independente, freios a disco nas quatro rodas, ventilados na frente, e direção elétrica) não foram alterados.

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