Novidades

A3 1.4 SEDAN

O Audi volta a ser brasileiro

novembro 2015

Nove anos passados, o Audi A3 volta a ser produzido no Brasil. Primeira cria da moderníssima fábrica Volkswagen inaugurada em 1999 no Paraná, o primeiro Audi nacional foi lançado naquele mesmo ano, nas versões hatch com três e cinco portas. O carro veio equipado com motor 1.8 importado da Hungria, com cinco válvulas por cilindro (três de admissão e duas de descarga), nas configurações aspirada (125 cv) e turbo (1.8 T, com 150 cv), logo seguido por um 1.6 com oito válvulas e 101 cv.

O A3 hatch foi lançado com caixa manual de cinco marchas, direção hidráulica, suspensão independente na dianteira (braços triangulares e molas helicoidais) e eixo semi-rígido com molas helicoidais na traseira, freios a disco sólidos nas quatro rodas com ABS e controle de tração EDS. O carro era bem equipado e trazia de série duplo airbag, ar condicionado eletrônico e rodas de liga leve; como opcionais oferecia airbags laterais, computador de bordo, sensor de estacionamento, bancos esportivos e revestimento interno em couro.

O primeiro A3 nacional foi produzido até 2006, em pouco mais de 57.000 exemplares.

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A3 hatch cinco-portas 1999 – primeiro Audi nacional (fonte: site autoevolution).

Em 2013 a Volkswagen anunciou a decisão de construir nova unidade junto ao parque industrial paranaense, destinada à nacionalização do novo VW Golf, em conjunto com dois modelos Audi – o SUV Q3 e a versão mais recente do A3 (agora sob o formato sedã) – com os quais  compartilharia a plataforma MQB. A nova linha foi inaugurada em março de 2015, com a fabricação da pré-série do A3 1.4 Sedan. Em outubro a planta entrou em regime regular de operação.

Por razões mercadológicas, o modelo nacional trouxe algumas mudanças com relação ao A3 importado – uma positiva e duas negativas. Positiva foi a adoção do motor 1.4 turbo flex de 16 válvulas – o primeiro no mundo da marca, produzindo 150 cv de potência e 25,5 kgf.m de torque, em contraste com os 122 cv e 20,4 kgf.m da unidade alemã a gasolina. Negativas foram as simplificações mecânicas causadas pelo desejo da empresa confrontar gama maior de concorrentes, forçosamente obrigando-a a reduzir o preço do novo carro. Assim, em lugar da suspensão totalmente independente e do câmbio automatizado com sete marchas e dupla embreagem, foram adotadas uma caixa automática convencional de seis marchas e suspensão traseira por eixo de torção. O vão livre aumentou levemente: 1,4 cm na traseira e 1,5 na dianteira. Os freios são a disco nas quatro rodas (ventilados na frente) com ABS.

Apresentando perfeito acabamento, o carro veio bem equipado em suas duas versões – Attraction e Ambiente. Entre os itens de série (dependentes da versão) estão central multimídia, sete airbags (incluindo laterais e de joelhos), faróis bixenônio com ajuste automático de altura, assistente de rampa, freio de estacionamento elétrico, sistema start-stop (desligamento e acionamento automático do motor ao parar no trânsito), controle de tração, comandos no volante, sensores de claridade e chuva e sensor de ré. Oferece poucos opcionais, tais como bancos de couro, teto solar, GPS, sistema de estacionamento automático, sensor de estacionamento dianteiro, câmera de ré, partida por botão e alerta de mudança de faixa Lane Assist.

Mais longo e espaçoso do que o antigo hatch, o A3 Sedan tem 4,46 m de comprimento e 425 litros de capacidade do porta-malas, versus 4,15 m e 350 l do modelo anterior. Avaliado pela revista Carro, em comparação com o Toyota Corolla Altis, o Audi nacional foi considerado o melhor, com relevo para desempenho, acabamento e itens de série, mostrando-se inferior no espaço disponível no banco traseiro e no porta-malas.

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O novo Audi A3 1.4 Sedan.





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DUSTER OROCH E HB20

Novidades de outubro: nova "dobradinha" Renault-Hyundai

novembro 2015

Após o lançamento do esportivo Sandero R.S. e da reestilização do SUV ix35, em setembro, Renault e Hyundai reaparecem em outubro como responsáveis pelas novidades mais importantes do mês: a comercialização da nova picape Oroch e a atualização do desenho da linha HB20.

 

Picape Renault Duster Oroch

Apresentada como conceito no último Salão do Automóvel de São Paulo, no final de 2014, e com pré-estreia mundial em junho passado, no Salão de Buenos Aires, a nova picape Renault acaba de chegar às concessionárias brasileiras da marca.

Lançamento inédito, é a primeira picape de porte médio disponível no mercado, a única no momento a ocupar o espaço existente entre as picapes leves, derivadas de automóveis pequenos (Chevrolet Montana, Fiat Strada, Volkswagen Saveiro), e as pesadas (as nacionais Chevrolet S10, Mitsubishi L200 e Nissan Frontier e as importadas Ford Ranger, Toyota Hilux e Volkswagen Amarok), montadas sobre chassis tipo escada.

À semelhança das picapes leves, também a Oroch é derivada de um automóvel; ao contrário delas, porém, é descendente direta de um SUV – o Duster  – um veículo resistente, próprio para aplicações mais duras e condições desfavoráveis de solo. Do Duster a Oroch herdou a estrutura monobloco, mais leve e flexível, indisponível nas picapes pesadas. O acerto da decisão da Renault por ocupar tal nicho fica claro ao se comparar as dimensões e o peso total da Oroch com um modelo leve (Fiat Strada) e um pesado (S10): 4,47, 4,69 e 5,35 m de comprimento e 1.235, 1.346 e 1.806 kg de peso vazio, respectivamente para Fiat, Renault e Chevrolet.

Projetada a partir da plataforma do Duster (devidamente reforçada), com o qual compartilha 70% dos componentes mecânicos e da carroceria (inclusive capô, grade, faróis, para-brisa, portas e para-lamas dianteiros), a picape é contudo 36 cm mais longa e possui 15 cm a mais na distância entre-eixos. Cabine-dupla de quatro portas para cinco passageiros, comporta 650 kg de carga em sua caçamba de 683 l, além de outros 400 kg rebocáveis.

Possui duas opções de conjunto motor, ambas flex: 1.598 cm3 16 válvulas de 110/115 cv com câmbio manual de cinco marchas e 1.998 cm3 16v de 143/148 cv com câmbio manual de seis marchas. O carro será inicialmente fornecido apenas com tração dianteira. As quatro rodas trazem suspensão independente (McPherson na dianteira, multilink atrás) e freios a disco (ventilados na frente) com ABS.

São duas as versões oferecidas: Expression (1.6), que vem com ar condicionado analógico, vidros e travas elétricas, sistema de som, volante multifuncional, duplo airbag e protetor de caçamba; e Dynamique (1.6 e 2.0), adicionalmente trazendo, entre outros itens, sensor de estacionamento, central multimídia com GPS, piloto automático, faróis de neblina, volante de couro e pneus de uso misto.

A Renault projetou para a Oroch alguns acessórios úteis e funcionais, como suporte no teto para bicicletas e pranchas de surf, baú com chave fixado na caçamba com a função de porta-malas e extensor de caçamba ampliando em 306 l o volume total disponível e elevando o comprimento da diagonal de 1,35 para 2,00 m. Há também itens decorativos, como o kit Outsider, que inclui quebra-mato com faróis adicionais, alargador de para-lamas, grade de proteção da vigia traseira e tampão marítimo.

Lançamento inteligente, pode-se prever um futuro luminoso para a Duster Oroch, onde reinará sozinha no mercado. Pelo menos até o surgimento da picape Fiat Toro, prometida para o primeiro semestre do próximo ano, da qual o fabricante mineiro se antecipou em divulgar as primeiras imagens, na semana mesma do lançamento da Renault.

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Renault Duster Oroch Dynamique

 

Hyundai HB20 2016

Especialmente projetado para o Brasil, o Hyundai HB20 encontrou excepcional receptividade do mercado, alçando a marca coreana à quinta posição entre os maiores fabricantes nacionais de automóveis. Lançado há três anos e com meio milhão de unidades vendidas, o carro chega à seu primeiro facelift.

Inicialmente disponível apenas para a versão hatch, a atualização do modelo envolve mudanças estéticas, mecânicas e de acabamento. Externamente, além de novos para-choques e dos retoque nas lentes das lanternas traseiras, o carro ganhou nova grade – inspirada no conceito HB20 R-spec, exibido no último Salão do Automóvel – e, para a versão top Premium, luzes de posição com leds na dianteira.

As caixas de câmbio manuais e automáticas acopladas ao motor 1.6 foram substituídas por modelos mais modernos, de seis marchas. Os motores 1.6 e 1.0 tiveram diversos componentes internos redesenhados, de modo a reduzir o atrito e torná-los energeticamente mais eficientes (teria sido obtido incremento de 6,5% na economia de combustível, segundo medições do Inmetro). Potência e torque se mantiveram, porém a velocidade máxima aumentou pela adoção da 6a marcha overdrive. O pequeno tanque para partida a frio foi eliminado no 1.6 flex. (Em tempo: os novos câmbios não foram disponibilizados para o modelo 1.0, que permanece com a antiga caixa manual de cinco marchas.)

Também internamente as melhorias (algumas delas opcionais) não foram estendidas a todas as versões, mas somente à Premium: ar condicionado digital, airbags laterais, retrovisores elétricos rebatíveis, nova central multimídia e bancos e revestimentos de couro marrom.

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HB20 hatch Premium 2016





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