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OS GERMÂNICOS AVANÇAM

Audi Q3, BMW X1, Mercedes-Benz Classe C e nova picape Saveiro

abril 2016

Pensando no longo prazo, colocando em segundo plano a persistente recessão do mercado interno, quatro fabricantes alemães efetuaram importantes lançamentos no mês que passou: dois SUVs e um sedã de prestígio – Audi, BMW e Mercedes-Benz – e a renovação da linha de picapes Volkswagen Saveiro.

 

AUDI

Dando continuidade à expansão de sua linha de modelos nacionais produzidos na fábrica paranaense da Volkswagen, de onde desde março de 2015 sai o sedã A3, a Audi deu início à nacionalização do SUV Q3, segundo modelo mais vendido da marca no país.

Apresentado em duas versões (Attractive e Ambiente), chegou com excelente acabamento e mecânica atualizada: motor 1.4 turbo a gasolina de 150 cv, câmbio automatizado de sete marchas com dupla embreagem, tração dianteira, freios a disco nas quatro rodas e suspensão totalmente independente – McPherson na frente e multilink na traseira.

As vendas terão início em maio. A versão top Ambition, com motor 2.0 turbo de 220 cv, permanecerá sendo importada da Espanha.

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Audi Q3.

 

BMW

Após inaugurar sua fábrica brasileira em Araquari, Santa Catarina, em outubro de 2014, a alemã BMW já lançou cinco modelos nacionalizados (em ordem cronológica, 328i, X1, 120i e 126i, X3), além do britânico Mini Countryman.

Em março entrou em linha a segunda geração do SUV X1, 23 mm mais largo e 55 mm mais alto do que o anterior e, ao contrário dele, equipado com tração dianteira. Permaneceram o motor turbo de 4 cilindros e 2.0 l (192 ou 231 cv – respectivamente nas versões 20i e 25i), o câmbio automático de oito marchas, as suspensões (McPherson à frente e multilink atrás) e os freios a disco ventilados nas quatro rodas. O bagageiro cresceu 20% (de 420 para 505 l).

Assim como acontece com a Audi, é ainda reduzido o conteúdo nacional nos produtos BMW.

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BMW X1.

 

MERCEDES-BENZ

Em 23 de março foi inaugurada a nova planta de Iracemápolis (SP), especialmente concebida para a fabricação de automóveis, com capacidade para 20.000 unidades/ano.

Simultaneamente à inauguração, foi dado início à montagem do novo sedã Classe C, com elementos totalmente importados, inclusive a carroceria, cuja estrutura monobloco chega completa e pintada (a nacionalização só será iniciada após concluídas as seções de estampagem, montagem do corpo e pintura). Seguindo o conceito de “consórcio industrial”,  a ZF foi responsabilizada pela pré-montagem dos elementos “de chassi” (motor, transmissão, eixos e suspensão), em sua fábrica de Sorocaba, e pela montagem final em Iracemápolis.

Até o final do ano deverá entrar em linha o SUV GLA. Os sedãs Classe C e o SUV GLA hoje respondem por 50% das vendas da marca no segmento de luxo no Brasil.

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Os primeiros Classe C na linha de montagem de Iracemápolis (foto: site G1).

 

VOLKSWAGEN

Também foi em março que a Volkswagen apresentou sua nova picape Saveiro, totalmente renovada para 2017. Preparando-se para enfrentar as novas picapes médias recém introduzidas no mercado – Renault Duster Oroch e Fiat Toro –  a Volkswagen pela primeira vez desvinculou seu produto, em porte e estilo, do restante da linha.

A frente ganhou corpo, com grade, faróis e para-choques novos; a distância para o solo foi aumentada em 2 cm, opção antes só disponível na versão Cross. Esta, por sua vez, foi substancialmente modificada com relação ao restante da linha, ganhando grade e para-choques diferentes, apliques plásticos da traseira e laterais renovados e novo motor 1.6 de duplo comado, 16 válvulas e 110/120 cv.

A gama passou a compreender as versões Robust cabine simples (“para trabalho“, substituindo a Starline), Trendline (cabine simples, estendida ou dupla), Highline cabine dupla e Cross (cabine estendida ou dupla). Exceto a básica Robust, todas receberam novo painel, com atualizados recursos de conectividade.

As mudanças foram bem recebidas pela imprensa especializada. Reportagem da revista Autoesporte comparando Saveiro Cross CD, com Fiat Toro Freedom, Renault Oroch Dynamique e Fiat Strada Adventure Extreme CD, levou à vitória do carro da Volkswagen por larga margem de pontos; a Saveiro foi a melhor em acabamento, motor, frenagem, câmbio e preço. Teste comparativo de 4 Rodas entre Saveiro Cross e Fiat Strada Adventure levou à mesma conclusão.

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Nova Saveiro 2017.





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TORO

A picape média da Fiat

março 2016

Em 15 de maio passado, quatro meses depois de lançado o Renault Oroch – primeira picape média brasileira -, foi a vez da Fiat apresentar sua proposta.

Produzido na nova fábrica Fiat de Goiana (PE), a picape Toro tomou como base a plataforma do Jeep Renegade, grande sucesso de vendas na categoria SUV. Totalmente desenvolvida no Brasil, trata-se de uma cabine-dupla de quatro portas e cinco lugares, com estrutura monobloco 85% dela moldada em aço de alta resistência, tração em duas ou quatro rodas e capacidade para transportar até uma tonelada de carga. Estas características a posicionam algo acima do carro da Renault, mas – em porte e potência – ainda na categoria das picapes médias (com 4,91 m de comprimento – versus 4,24 m do Renegade -, situa-se entre os 4,69 m da Oroch e os 5,34 m da Chevrolet S10 cabine-dupla).

Também a mecânica veio do Renegade, com algumas poucas modificações: a suspensão traseira passou a ser do tipo multilink com batentes de poliuretano, o motor 1.8 flex teve a potência elevada em 9 cv, graças à adoção de coletor de admissão variável e à nova regulagem da injeção, e os freios a disco foram limitados às rodas dianteiras. A suspensão dianteira McPherson e o motor diesel turbo de dois litros permaneceram os mesmos.

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Fiat Toro, segunda picape brasileira de médio porte.

 

Quatro diferentes arranjos de mecânica e acabamento foram oferecidos:

  • Freedom 1.8 flex (139 cv, com etanol), com câmbio automático de seis marchas e tração dianteira; no caso, a capacidade de carga fica limitada a 650 kg – a mesma do Oroch;
  • Freedom 2.0 (170 cv), 4×2 ou 4×4 com caixa manual de seis marchas e uma tonelada de capacidade;
  •  Volcano 2.0, versão top, com câmbio automático de nove marchas e tração nas quatro rodas.

(A título de comparação, a picape Oroch pode vir equipada com motores 1.6 ou 2.0 flex, com 115 ou 148 cv; a S10 recebe um turbodiesel 2.8 de 200 cv).

A caçamba da Toro tem 820 l de capacidade volumétrica (683 l na Oroch, 1.080 l na S10), podendo ser ampliada para excepcionais 1.225 l com a utilização de um engenhoso extensor opcional de acionamento elétrico, dotado de tela de proteção e lanternas e placa de licença adicionais. O acesso à caçamba se dá através de uma tampa bipartida, com abertura para os lados, também com operação elétrica.

Todas as versões recebem, de série, direção com assistência elétrica, ar condicionado, travas, vidros e retrovisor elétricos e sistema de controle de estabilidade. São muitos os opcionais, dentre eles teto solar, airbags adicionais, ar condicionado de duas zonas, bancos de couro, faróis de neblina, câmera de ré, iluminação da caçamba e capota marítima – muitos deles já fornecidos na versão Volcano, que também apresenta barras no teto e maior quantidade de cromados. O painel e os instrumentos são os mesmo do Jeep Renegade.

As primeiras avaliações comparativas da imprensa especializada apontaram o espaço interno e a ergonomia, superiores ao Oroch, e o excessivo raio de giro, de quase 13,0 m.

A Fiat tem como meta comercializar anualmente 50.000 unidades de sua nova picape, 65% delas equipadas com motorização diesel.

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Entre as originalidades da picape Toro está a tampa traseira bipartida de abertura para as laterais.





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