MINELLI
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Construtor paulista de carros de competição, a primeira criação de José Minelli foi um protótipo concluído em 1971 para provas da divisão 4, categoria até 2 litros, conhecido como Milli-VW. Parcialmente equipado com mecânica Volkswagen (suspensão dianteira e motor com cilindrada aumentada para 1.900 cm3), tinha câmbio Hewland de quatro marchas, suspensão traseira independente e freios a disco nas quatro rodas. Montado sobre chassi tubular, curiosamente tinha partes da carroceria (de fibra de vidro) feitas com madeira compensada, moldada segundo a técnica utilizada em embarcações. Estreou nas 12 Horas de Interlagos de 1971 porém abandonou por quebra. Não mostrou bons resultados nas pistas.
Atuação muito mais bem sucedida teve com a construção de carros para provas de Fórmula Vê a partir de 1976, ano em que a categoria renasceu ao ser oficialmente apoiada pela Volkswagen como fórmula de entrada, para iniciantes. Utilizando mecânica VW 1300 pouco alterada, como mandava o regulamento, seus monopostos venceram por duas vezes o campeonato nacional (1977 e 78), tendo o piloto Élcio Pellegrini ao volante.
Proprietário da Minelli Racing Car, criada em 1990, José Minelli está até hoje ativo, atuando como consultor e eventualmente construtor. Dentre suas criações há chassis para Fórmula Ford e até gaiolas para provas de velocidade em pistas de terra. Em 2005 construiu para dois pilotos brasilienses um spyder para provas de resistência, conhecido como Minelli V6, dotado de chassi tubular de liga de molibdênio, suspensão independente (molas helicoidais e amortecedores dianteiros em posição horizontal), freios a disco nas quatro rodas, câmbio Hewland e motor Alfa Romeo V6, preparado para 280 cv. Concluído, o carro não chegou às pistas, mas renasceu em 2024, com motor Nissan V6, trazendo faróis, retoques na carenagem e novo aerofólio. Pintado de azul metálico, foi batizado Blue Bird.
Posteriormente, ao lado de Antônio Ferreirinha (Heve), apoiou como consultor o desenvolvimento do monoposto Fórmula Vee Brasil, tentativa de criação de uma categoria de baixo custo que reflita o sucesso da Fórmula Vê de décadas passadas.
Para 2020 a Minelli preparou um monoposto de menor custo, porém aerodinâmico, seguro e com alta performance, com a missão de treinar jovens pilotos de kart em técnicas mais avançadas de condução. Com 4,2 m de comprimento, 530 kg (com tanque vazio) e estrutura tubular, o carro é equipado com motor Mitsubishi de dois litros e 170 cv e câmbio sequencial de seis marchas com comando por borboletas no volante, garantindo velocidade máxima de 220 km/h.
O modelo deu origem à Fórmula Delta, que se tornou uma das categorias de base do automobilismo brasileiro. Até 2025 mais de 60 pilotos passaram pela categoria-escola.
<minelliracing.com.br>
- Protótipo Milli-VW, de 1971, com carroceria parcialmente fabricada de madeira compensada (foto: Rogério P. D. Luz).
- Fórmula Ford Minelli em prova do campeonato brasileiro de 1991, aqui pilotado por Arnaldo dos Santos (fonte: site amigosvelozes).
- Protótipo Minelli-Alfa Romeo, de 2005 (fonte: site endurancebrasil).
- Criado em 2020 pela Minelli, este monoposto deu origem à Fórmula Delta, para pilotos iniciantes (fonte: portal garagemdobellotetv).
- Em março de 2025 a jovem piloto de Campinas (SP) Manu Clauset, aos 15 anos, participa de treino coletivo no autódromo de Interlagos (foto: Miguel Costa Jr. / mastermidia).
- O protótipo Minelli V6, de 2005, reviveu quase 20 anos depois como Blue Bird (fonte: Daniel Vieceli / nivelandoaengenharia).









