NOVA CHEVROLET MONTANA

Em junho de 2021, após onze anos de produção, a picape Montana foi retirada de linha. Mas a GM não abandonou seu modelo de sucesso – ao contrário: já então em andamento, os planos do fabricante previam substituí-lo por uma picape de maior porte, situada em faixa intermediária entre os modelos leves derivados de automóveis (como a Montana anterior) e os pesados, com origem utilitária (como sua S-10), um segmento hoje dominado pela até agora imbatível Fiat Toro.

Ao contrário da concorrente Stellantis, que vem explorando a estratégia de revelar seus lançamentos a conta-gotas, mantendo-os todo o tempo sob o foco da imprensa, por todo esse tempo a GM pouco informou sobre seu novo projeto. Somente no último mês de setembro foram mostradas as primeiras imagens do carro, ainda sob camuflagem, e descrita sua concepção básica: estrutura monobloco desenvolvida a partir da plataforma (alongada) do utilitário esportivo Tracker, dele herdando suspensão, motor 1.2 turbo e câmbio manual.

Situada entre Renault Oroch e Toro, a terceira geração da Montana foi projetada no Brasil e teve a pré-venda iniciada em dezembro, quando por fim teve parte dos dados técnicos e de conteúdo revelados. Fabricada em São Caetano do Sul, chegará às concessionárias em fevereiro de 2023.

Apresentada inicialmente em duas versões de acabamento (LTZ e Premier), sempre com cabine dupla de quatro portas, a nova Montana tem 4,72 m de comprimento (vs 4,27 m no Tracker e 4,52 m no modelo anterior) e caçamba com capacidade para 874 litros, revelando aproveitamento bastante mais racional do que em seus grandes concorrentes: enquanto Oroch tem capacidade bastante inferior (683 l) com praticamente o mesmo comprimento (4,70 m), Toro é bastante mais longa (4,94 m), porém sua caçamba não é tão maior assim (937 l).

Se não tem o maior volume, a caçamba da nova Montana (denominada Multi-Flex) certamente é a que melhor pode ser aproveitada. Além de contar (como opcional) com o engenhoso jogo de divisórias Multi-Board para arrumação da carga (que, mediante a combinação dos acessórios plásticos que o compõem, permite criar a estrutura mais adequada para organizar a bagagem), suas laterais possuem dois espaçosos compartimentos fechados para a guarda de objetos menores. Para tornar mais prática ainda sua utilização, em lugar da capota marítima de lona é opcionalmente oferecida uma cobertura rígida enrolável de acionamento elétrico.

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Nova picape Chevrolet Montana Premier

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Ao acompanhar o Tracker em sua versão superior Premier, a nova Montana vem com motor 1.2 turbo flex de três cilindros, 12 válvulas e 132/133 cv, câmbio manual ou automático de seis marchas, suspensão McPherson na frente e por barra de torção e molas helicoidais atrás, freios dianteiros a disco ventilados, freios traseiros a tambor e direção com assistência elétrica. Também no interior ambos modelos muito se assemelham, vindo do Tracker painel de instrumentos (analógico), volante, bancos dianteiros e acabamentos.

É o seguinte o conteúdo das versões superiores, as únicas apresentadas. Haverá duas outras inferiores (LS e LT), que não tiveram os dados divulgadas até a data.

Montana LTZ: transmissão automática e, além dos itens incluídos nas versões básicas, ar-condicionado digital, apoia-braços, bancos com revestimento misto, volante esportivo, coluna de direção com regulagem de altura e profundidade, chave presencial, partida por botão, sensor de estacionamento, rack no teto na cor prata, acabamentos cromados, coluna A adesivada em preto e rodas de liga de 17″.

Montana Premier agrega ar-condicionado digital automático, acabamento premium, indicador de vida útil do óleo do motor, carregador de celular por indução, sistema de som JBL, alerta de ponto cego, faróis de leds, acabamentos escurecidos, luzes individuais de leitura, iluminação no porta-luvas, quebra-sol com espelho, alças de teto no banco traseiro e rodas escurecidas.

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