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FETRANSRIO

A grande mostra de ônibus do Rio de Janeiro

novembro 2014

No início de novembro ocorreu a décima edição da Fetransrio, a mostra carioca da indústria de ônibus. Evento que acontece a cada dois anos, em alternância com a feira paulista Transpúblico, é espaço próprio para a apresentação das novidades do ano em chassis, carrocerias e equipamentos para o transporte público.

Exposição prioritariamente voltada para o transporte urbano, nela diversos fabricantes aproveitam a oportunidade para apresentar, pela primeira vez em um evento público, seus lançamentos mais recentes. Mas, como é de regra, aFetransrio também reserva algumas surpresas – neste ano, pelo menos uma delas imprevista: o chassi médio da Iveco. Somente Volvo, Scania e Marcopolo não trouxeram nada de novo para a mostra.

Igualmente inesperada foi a presença da chinesa Byd, com importante stand, onde exibiu o ônibus elétrico de piso baixo a bateria que a empresa se propõe a montar no país a partir do início do próximo ano.

No segmento de carrocerias, a Caio lançou a sexta geração do urbano Apache Vip para chassis convencionais. Com frente e traseira redesenhadas, o veículo traz novos conjuntos óticos com luzes de posição de leds e janela do motorista com formato simplificado, agora retangular. A paranaense Comil mostrou a reestilização do Campione 3.25, para fretamento e transporte intermunicipal, preparado para chassis com motor dianteiro. Acompanhando o design do modelo Versatile Gold, o ônibus teve o interior renovado, com maior largura do corredor e iluminação interna por leds.

 

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Caio Apache Vip VI e Comil Campione 3.25

 

A Irizar mostrou o rodoviário i6 Plus, com 14 m de comprimento. Montado sobre chassis 6×2 de diversos fornecedores, apresenta bagageiros com até 20,8 m3 (capacidade variável em função do chassi utilizado), volume quase 20% superior à do modelo i6. Tal acréscimo foi obtido graças a ajustes dimensionais da estrutura do veículo, permitindo aumentar em 14 cm o vão interno do compartimento de bagagem, sem prejuízo da altura total da carroceria e do corredor central.

 

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Irizar i6 Plus

 

A Mascarello mostrou apenas a atualização estilística da linha urbana Gran Via. A Neobus, por sua vez, lançou a carroceria para fretamento e transporte rodoviário de curta distância N10-340, da família de rodoviários New Road, bem resolvido projeto criado a partir dos modelos N10-360 e 380.

 

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Mascarello Gran Via e duas versões da linha New Road, da Neobus: o lançamento N-10 340 (à esquerda) e o N-10 380

 

A grande novidade da feira foi proporcionada pela Iveco, que apresentou seu primeiro chassi médio nacional – 170S28 -, nas versões Urbano e Fretamento. De concepção totalmente convencional – formato que tanto atrai o operador médio brasileiro – possui quadro com longarinas com perfil em U, motor dianteiro FPT (6 cilindros, 6,7 l e 280 cv), câmbio manual de seis marchas, suspensão por molas semielípticas (opcionalmente parabólicas) e freios pneumáticos a tambor com duplo circuito. A versão Fretamento se diferencia da urbana pela menor redução do diferencial e pela suspensão – por molas parabólicas (opcionalmente semielípticas). Ambos possuem 5,95 m de distância entre eixos e comprimento total de 11,50 m.

 

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Iveco 160S28, na versão Fretamento

 

Ainda no segmento de chassis, a Mercedes-Benz mostrou três novidades: um convencional e dois modernos modelos pesados para transporte rodoviário. O primeiro – OF-1724 -, com motor dianteiro de 238 cv, é o primeiro chassi convencional da marca a receber transmissão automatizada (há dois anos a Volkswagen já dispõe de versão equivalente em produção). Os dois outros são O-500 RSD 2441 6×2 (potencialização do modelo existente 2436) e O-500 RSDD 2741 8×2, com dois eixos direcionais. Ambos possuem motor de seis cilindros, 12 litros e 408 cv, câmbio automatizado de oito marchas com retarder, freios a disco com ABS e sistema de controle de estabilidade. Fornecidos em formato buggy com 3,00 m de entre-eixos, podem receber carrocerias de dois pisos e entrada baixa com até 14 metros de comprimento. A Mercedes-Benz expôs, ainda, seu motor flex (6 cilindros e 7,2 l), capaz de operar com diesel e GNV.

 

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Chassis Mercedes-Benz OF-1724 e O-500 RSDD 2741 8×4

 

A MAN, por fim, lançou o primeiro chassi de micro-ônibus com piso baixo do país, uma variante do Volkswagen 9.160 OD com suspensão pneumática, câmbio automatizado e motor Cummins de 3,8 l e 160 cv. Apresentado com 5,00 m de entre-eixos, pode receber carrocerias de até 9,00 m de comprimento.





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2015 CHEGARÁ COM A LETRA F

Quase 60 novas marcas chegarão em janeiro

novembro 2014

Muitas centenas de imagens acompanharão os 56 verbetes que LEXICAR lançará em janeiro. Falaremos de pequenos fabricantes de grandes carros, como Fúria, Fera e Farus, mas também da maior indústria automobilística do país – a Fiat – com seus automóveis, caminhões e – sim! – tratores.

Serão relatadas as histórias da Ford, primeira empresa a instalar linha de montagem no Brasil, no remoto 1919 (lá se vão quase cem anos!), e da FNM, primeira indústria brasileira de veículos, produzindo caminhões bem antes de constituído o Geia, considerado o marco oficial da criação da indústria automobilística nacional.

Mas haverá mais: a trajetória dos irmãos Fittipaldi e dos carros que projetaram e construíram, desde o Fitti-Vê até os ousados monopostos de Fórmula I, únicos até hoje concebidos no Brasil; a história da Fyber, maior e mais antigo fabricante nordestino de buggies; e a descrição dos lançamentos da Furglaine e Futura, empresas pioneiras na produção de vans e furgões no país.

Por fim, serão mostradas as inúmeras criações produzidas por alunos e professores da FEI, a Faculdade de Engenharia Industrial, em São Bernardo do Campo, celeiro de técnicos e engenheiros para nossa indústria de veículos. Coordenados pelo grande projetista Rigoberto Soler entre as décadas de 60 e 70, importantes projetos foram gerados pelo Departamento de Estudos e Pesquisas de Veículos da FEI, tradição hoje perpetuada nas mostras Expo MecAut onde, duas vezes por ano, os alunos apresentam seus projetos de fim de curso, muitas vezes em escala 1:1 ou sob a forma de protótipos operacionais.





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