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UP! 2018

Pequeno Volkswagen passa por sua primeira revisão estética

abril 2017

Lançado no início de 2014 com atualizadíssima concepção, o pequeno carro da Volkswagen acaba de receber a primeira revisão estética. Apresentado como modelo “de entrada” pela marca, não recebeu a merecida atenção do público comprador. Talvez devido ao seu estilo discreto e limpo, sem espalhafatos ou qualquer concessão estética, o up! chegou ao final de 2016 apenas na 13a posição entre os automóveis mais vendidos do país. Nem mesmo a adoção do maravilhoso motor turbo TSI em maio de 2015 atraiu o comprador para esse carro tão interessante, elegante em suas linhas puras e racionais, muito distante do que mostra a média do mercado.

Talvez daí mesmo tenha vindo a motivação da Volkswagen para mexer no estilo de um modelo de lançamento tão recente, introduzindo pequenas mudanças externas, desnecessárias, mas que certamente chamarão mais atenção para o carrinho. A segunda estratégia assumida pelo fabricante foi dar uma “promoção” ao modelo, realinhando preços e versões de modo a deslocá-lo do posto de carro “de entrada” (que passa a pertencer ao Gol) para “compacto premium”. Aparentemente contraditória, a decisão deverá dar frutos, já que, segundo a mentalidade média do comprador brasileiro, com as modificações o up! terá deixado de parecer “um carro pobre” – ou, em última instância, “um carro de pobre”.

 

     

take up! e move up!, as duas únicas opções com motor aspirado na linha up! 2018.

 

A reorganização da gama levou à retirada de linha do modelo de três portas e das versões black up!, red up!, white up!, speed up! e Track. Em paralelo, as versões cross up! e high up! passaram a ser equipadas somente com motor turbo TSI (take up! e move up! permanecem com motor aspirado, o último também com opção TSI). Nada foi alterado na mecânica.

O estilo segue o modelo europeu, lançado no ano passado. O carro vem com novos para-choques, agora comuns a todas as versões (com eles, o comprimento total aumentou 84 mm, 72 dos quais no balanço dianteiro). Também mudaram os faróis, agora mais afilados, as lentes das lanternas traseiras (com novo padrão) e o desenho das calotas e das rodas de liga. O vão entre o capô e o para-choque dianteiro, correspondente à grade, ficou mais largo e recebeu um ou dois frisos, dependendo da versão.

Internamente, toda a família ganhou novo volante multifuncional, painel parcialmente redesenhado, quadro de instrumentos iluminado a leds e conta-giros maior e mais legível. O aparelho Maps & More que concentrava as funções de computador de bordo e GPS, antes montado sobre o painel, foi abolido e substituído por um aplicativo para celular. Ao se abrir o aplicativo, a tela do smartphone recebe a tela multimídia (de 5″) do sistema de áudio, reproduzindo os ícones dos recursos disponíveis: GPS, monitoramento de condução econômica, computador de bordo, réplica do conta-giros e do termômetro de água e registros pessoais (contatos, endereços, etc.).

 

     

cross up! 2018.

 

Visualmente, a principal diferenciação entre as cinco versões se dá na parte central do para-choque dianteiro: na cor da carroceria para os carros com motor aspirado (take up! e move up!); prata para o cross up!; e preto para as versões TSI (inclusive move up!). Também diferentes, em função da versão, são a tampa traseira (pintada de preto nos carros turbo, inclusive cross up!); os filetes na grade (um preto no take up!; cromado no move up! aspirado e no cross up!; e dois, um deles vermelho, nas demais versões TSI); e o friso cromado na borda inferior da tampa traseira (no cross up! e high up!).

Comemorando a apresentação da linha 2018 a Volkswagen lançou a série especial Connect. Tomando por base o move up!, traz itens inéditos no modelo, tais como faróis de neblina acompanhando as curvas, sensores de chuva e faróis e opção de teto e retrovisores na cor preta.

 

Série especial move up! connect.

 

 

 





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LAAD 2017

A grande feira de equipamentos militares da América Latina


Entre os dias 4 e 7 do mês de abril, na cidade do Rio de Janeiro, ocorreu a 11a edição da LAAD Defence & Security, a maior feira internacional de equipamentos militares da América Latina. Mais de 37.000 pessoas circularam pelos três grandes pavilhões do Riocentro ocupados pela mostra, onde mais de 450 empresas nacionais e estrangeiras expuseram produtos e serviços do setor aeroespacial e das indústrias naval, eletroeletrônica, de veículos blindados terrestres, mísseis, armamentos e munições.

A pujança da feira e a fartura de recursos técnicos, científicos e materiais investidos nos diversos setores pareciam vir de um planeta sem pobreza, recessão econômica ou crises políticas. 26 países montaram stands próprios, mostrando parte de suas “conquistas” no desenvolvimento e produção de “soluções” para problemas de defesa e segurança interna. Os cinco continentes estiveram representados, e além dos EUA, China, Rússia e os principais países europeus, marcaram presença, com equipamentos e sistemas sofisticados Israel, Índia, Turquia, Cingapura, Ucrânia, Sérvia, África do Sul e Nova Zelândia. Da América Latina vieram Argentina, Peru, Chile e Colômbia. Grandes estaleiros e indústrias de peso, como Airbus, Boeing e Saab, investiram fortemente na mostra.

Também o Brasil mostrou o que produz, ainda que sem o vigor das décadas de 70 e 80, quando nossa indústria ocupou posição relevante, a nível mundial, no fornecimento de equipamentos militares. Com o encolhimento das verbas federais para defesa nos anos 80, contudo, o setor de viaturas militares recuou e muitas empresas nacionais faliram. Até a mais importante de todas – a Engesa – se foi, e muito do que foi conquistado pelos órgãos de pesquisa e desenvolvimento do Exército se perdeu.

No que se refere à área de interesse de LEXICAR – o segmento dos veículos autopropelidos terrestres -, dos atores importantes de então apenas um sobreviveu: a Avibras, graças a seu bem sucedido Sistema Astros, que ainda encontra mercado certo no exterior. A ela se juntariam, já na passagem do século, a InbraFiltro (atual Inbra) e a Agrale, ambas propondo veículos menos complexos e sofisticados.

Há pouco mais de uma década foi retomado o investimento estatal nas Forças Armadas. Então, ao se decidir iniciar a modernização da frota nacional de blindados pesados (processo que hoje mais uma vez corre perigo, em função dos drásticos cortes no Orçamento Federal), não mais foram encontradas firmas brasileiras estruturalmente capazes de (ou interessadas em) participar do desenvolvimento conjunto de novos equipamentos.

Os primeiros esforços, centrados na concepção de um blindado sobre rodas 6×6, culminaram com licitação internacional para a fabricação seriada (a ser executada no Brasil), pela qual acabou sendo adjudicada uma firma estrangeira – a italiana Iveco. O mesmo ocorre com o fornecimento do armamento e da maior parte dos sistemas periféricos previstos para a nova viatura, contratado junto a uma empresa israelense, que efetuará os trabalhos através de duas subsidiárias locais, especialmente constituídas para executar os serviços.

Com relação aos blindados sobre esteiras os efeitos do enfraquecimento do setor se fizeram sentir com mais força: além postergar planos de desenvolvimento local de novo equipamento, e retrocedendo quarenta anos na história, o Brasil voltou a importas equipamentos usados de exércitos estrangeiros.

Seis fabricantes nacionais de veículos terrestres estiveram presentes na LAAD 2017: Agrale, Avibras, Inbra, Iveco, Scania e XCMG (para obter mais detalhes sobre as marcas e modelos citados a seguir, linque as páginas correspondentes em LEXICAR):

AGRALE

Fabricante dos utilitários Marruá 4×4 para uso civil e militar. Para as Forças Armadas e exportação produz uma dezena de diferentes modelos, a maior parte da categoria VTNE (Viatura de Transporte não Especializado) com capacidade para 1/2, 3/4, 1,5 e 2,5 toneladas. Alguns modelos foram expostos no stand da marca, dois deles como lançamentos, ambos variantes de veículos existentes: AM 21 GLO (para atuação em situações de tumulto) e AM 31 Ambulância.

 

     

Foram da Agrale os dois únicos veículos novos brasileiros da feira: AM 21 GLO (à esquerda) e AM 31 Ambulância (foto da direita: LEXICAR). 

 

AVIBRAS

Além do Astros III, sistema integrado de defesa antiaérea de alta mobilidade e precisão, equipamento não exposto porém amplamente divulgado na feira, a Avibrás mostrou a viatura Guará, VBMT-LR (Viatura Blindada Multitarefa – Leve sobre Rodas) de 10 t, com 250 cv, transmissão automática e direção e tração nas quatro rodas, com a qual em 2014 participou de concorrência internacional para fornecimento de 186 unidades para o Exército, perdida para a Iveco.

INBRA

Empresa especializada em blindagens, em 1994 projetou e construiu seu primeiro protótipo de veículo militar. Mostrou na LAAD 2017 o VBMT-LR Gladiador II, de 9,2 t, 4×4 com 186 cv e transmissão automática, desenvolvido para a mesma concorrência de 2014, da qual também participou a Avibras.

IVECO

Braço da Fiat para fabricação de veículos comerciais, em 2009 venceu concorrência do Exército para o fornecimento, em 20 anos, de 2.044 unidades do VBTP Guarani (Viatura Blindada de Transporte de Pessoal), 6×6 de 18 t com capacidade anfíbia, 380 cv e câmbio automático, do qual cerca de 200 já foram concluídas. O blindado foi mostrado com destaque em diversos stands da feira.

Em 2016, com a viatura LMV, de projeto italiano, a empresa também venceu mais uma licitação do Exército, agora destinada ao fornecimento de 186 unidades da categoria VBMT-LR. Uma unidade importada foi exposta em seu stand.

 

     

Avibras Guará (à esquerda) e Inbra Gladiador III (fotos: LEXICAR).

 

SCANIA

Expôs a versão militarizada do caminhão P360 6×6, de 35 t, com 360 cv e câmbio manual de oito marchas.

XCMG

Em sua primeira participação na LAAD, a subsidiária da empresa chinesa mostrou o rolo compactador articulado tipo pé-de-carneiro XS83PDBR.

 

 

 

 





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