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TIGGO 2

CAOA e o renascimento da Chery

junho 2018

A Chery foi a primeira e até hoje a única indústria chinesa de automóveis a se instalar no Brasil. Entre dezenas de fabricantes chineses prometendo a nacionalização de carros, caminhões e máquinas agrícolas, pouquíssimos cumpriram o que prometeram, e somente ela, entre os automóveis, chegou a inaugurar fábrica própria. A produção foi iniciada em abril de 2015. Pouco mais de dois anos e meio depois, em outubro de 2017 – período em que forneceu carros medíocres em quantidades pífias e com reduzidíssimo índice de nacionalização, com menos de 20 revendas ativas e em meio a (mais uma) longa greve por descumprimento de obrigações trabalhistas – a matriz chinesa colocou à venda o controle da filial brasileira.

Já no mês seguinte a CAOA, montadora de veículos Hyundai em Goiás, firmava Termo de Cooperação Estratégica com o grupo chinês, mediante o qual adquiria 50% do controle dos negócios da Chery no Brasil, assumia a administração da sua planta de Jacareí (SP) e se responsabilizava pela comercialização da marca em toda a América do Sul. Os veículos resultantes da união seriam identificados como CAOA Chery.

Rapidamente a dinâmica administração da CAOA trouxe seus frutos: no início de abril, depois de longo ostracismo (somente 2.730 carros da marca foram vendidos em 2017), a Chery volta a dar sinais de vida com o lançamento do primeiro modelo da nova fase – o Tiggo 2, significativamente um SUV, o must atual de qualquer grande fabricante no mundo.

 

     

CAOA Chery Tiggo 2

 

Desenvolvido a partir do hatch Celer (porém levemente maior: 2 cm mais longo, 8 mais largo e 9 mais alto), a rigor se trata de uma versão “aventureira” do modelo, com carroceria alterada na dianteira e na traseira, interior redesenhado e suspensão elevada, proporcionando 18,6 cm de vão livre. O carro trouxe visível melhoria na qualidade de montagem e acabamento, denunciando ações corretivas da nova administração. Aparentemente por falta de tempo hábil, materiais de acabamento interno mais frágeis e de pior aspecto não chegaram (ainda?) a ser alterados.

Arquitetura e características mecânicas são as mesmas do Celar: motor transversal dianteiro flex de quatro cilindros, 16 válvulas, 1.496 cm3 e 110/115 cv , tração dianteira, câmbio manual de cinco marchas, suspensão independente (dianteira McPherson e traseira por eixo de torção), freios a disco nas quatro rodas (ventilados na frente) e direção hidráulica. (Além da carroceria, as diferenças com relação ao Celer se limitam aos 2 cv adicionais na potência, obtidos graças à utilização de duplo comando de válvulas variável, e aos freios a disco, apenas nas rodas da frente no Celar.) O porta-malas tem 420 l de capacidade.

O carro foi apresentado em duas versões de acabamento: Look e Act. A primeira traz, de série, ar condicionado, rádio, vidros e retrovisores elétricos, computador de bordo, rodas de liga de 16″, rack no teto, luzes de direção nos retrovisores, iluminação no porta-malas, vidro traseiro com limpador, lavador e desembaçador, luz diurna com leds, monitoramento de pressão dos pneus e sensores de estacionamento traseiros.

À versão Act são adicionados volante revestido de couro, ar condicionado digital, volante multifuncional, central multimídia com tela de 8″, piloto automático, controle de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, câmera traseira e teto solar elétrico.

Apesar de bem equipado, o Tiggo 2 peca pela ausência de alguns itens: além da direção hidráulica – e não elétrica, como já é comum -, não conta com airbags laterais, nem com regulagem em profundidade do volante ou acendimento automático dos faróis. Outro ponto negativo é o reduzido índice de nacionalização: somente 11% de componentes têm origem local, todo o restante sendo importado da China.

Em paralelo com seu primeiro lançamento, a CAOA Chery inicia a expansão da rede de concessionárias (cinco novas revendas foram criadas neste curto período) e começa a investir na melhoria qualidade dos serviços de pós-venda.

 

 

 





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ATUALIZAÇÃO 3/18

Quatro novas páginas e uma grande revisão

abril 2018

Além de continuarmos a expandir textos dedicados a equipamentos de transporte e máquinas de construção, em março criamos quatro novas páginas e incluímos mais de 80 novas imagens em LEXICAR.

 

LANÇAMENTOS

  • BMW X3

 

NOVAS PÁGINAS

  • Garcia (carrocerias)
  • Kaltec (buggies)
  • Moura (fabricação própria)
  • Thunder (ii) (réplicas)

 

TEXTOS COM ACRÉSCIMOS SUBSTANCIAIS

  • Deutz
  • Dynapac

 

NOVAS IMAGENS (incluídas em páginas existentes)

  • Americar (6/13)
  • Baby (4, 5, 15 e 16/16)
  • BMW (17 e 18/18)
  • Bugre (16, 17 e 18/18)
  • Caio (20 e 129/243)
  • Carbrasa (53/79)
  • Case (50/50)
  • Chevrolet (10, 38, 85, 89 e 91/252)
  • Chrysler (14, 15 e 26/45)
  • Ciferal (13 e 74/123)
  • Cribia (1 e 5/19)
  • Decândia (2/2)
  • Design Brasileiro (4/34)
  • Deutz (6, 7 e 8/8)
  • Dynapac (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 11, 12, 13, 14, 16 e 17/29)
  • Embrafi (3/3)
  • Engerauto (9/41)
  • Envemo (26 e 28/33)
  • Ferrari (11/12)
  • Fibrás (4/4)
  • Grassi (26, 30, 33 e 34/146)
  • Hyster (8/20)
  • Hyundai (31/31)
  • Laser (4/4)
  • Magnata (4/5)
  • Marcopolo (20, 26, 38, 60 e 246/246)
  • Moto Peças (4 e 5/8)
  • Neobus (57/57)
  • Nicola (3/88)
  • Nielson (50 e 56/76)
  • Ônibus (33 e 85/139)
  • Ott (10/32)
  • Pioneiros (9/17)
  • Selvagem (17 e 18/21)
  • Sidcar (5/17)
  • Striuli (4 e 7/26)
  • Toyota (55/55)
  • Vieira (17/37)
  • Volkswagen (5 e 140/268)
  • Volkswagen Caminhões (60/60)
  • Woerdenbag (8/9)

 

AGRADECIMENTOS

LEXICAR agradece aos colaboradores do mês por suas muitas e valiosas contribuições:

  • Alexandre Figueiredo
  • Bortolo Collone
  • Carlos Alberto Querino e Silva
  • Jason Vogel
  • Kelvin Lima
  • Luiz Bellotto
  • Nill Araújo
  • Patrício Americano Ferreira
  • Paulo Roberto Steindoff
  • Régulo Franquine Ferrari
  • Sidinei Garbin

 

 

Até o mês próximo!

 

 

 





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